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Entenda a cirurgia para corrigir orelhas em abano

Entenda a cirurgia para corrigir orelhas em abano

02/11/2016

A orelha proeminente, também conhecida como orelha em abano, é uma característica presente desde o nascimento. Caracteriza-se pela projeção exagerada das orelhas em relação à parede lateral do crânio, pelo aumento de partes da orelha e/ou pela ausência de curvas internas da mesma. Os transtornos causados podem afetar a saúde psicológica e o convívio social.

A cirurgia para corrigir orelhas em abano é a otoplastia.

O procedimento corrige um defeito na estrutura das orelhas que se torna mais evidente com o desenvolvimento.
Quando essa correção é realizada ainda na infância, é possível evitar problemas de autoestima decorrentes de brincadeiras que geram incômodo, sofrimento e podem interferir na formação da personalidade.
Contudo, a cirurgia deve ser realizada após o crescimento da criança, a partir dos sete anos de idade, quando já ocorreu a maior parte do desenvolvimento das orelhas.
É importante que o próprio paciente expresse o desejo de operar.

Otoplastia: a cirurgia para corrigir orelhas em abano

A otoplastia pode melhorar a forma, a posição ou as proporções das orelhas. Trata orelhas que são muito grandes, orelhas muito projetadas ou salientes e orelhas que são diferentes entre si. O problema se manifesta desde a infância, mas a cirurgia deve ser postergada até o crescimento facial finalizar.

O procedimento consiste no remodelamento das estruturas das orelhas para reduzir o grau de projeção das mesmas. É realizada com anestesia local, com ou sem sedação, em ambiente hospitalar. Geralmente, o paciente tem condições de receber alta no mesmo dia da cirurgia.
Crianças a partir dos sete anos de idade podem se submeter à cirurgia para corrigir orelhas em abano, desde que reúnam as condições físicas necessárias: sejam saudáveis; possuam a cartilagem da orelha com o crescimento estabilizado; sejam cooperativas, capazes de seguir as instruções médicas e de expressar o que sentem durante a discussão sobre a cirurgia.

Na consulta, o cirurgião plástico avalia o estado geral de saúde e todas as condições pré-existentes ou fatores de risco do paciente, realiza documentação fotográfica para prontuário médico e informa os prováveis resultados da cirurgia e potenciais complicações. Antes da otoplastia, pode ser necessário fazer exames laboratoriais para avaliação médica e risco cirúrgico.
No pós-operatório, o paciente deverá usar um curativo compressivo nos dias iniciais e utilizar remédios para dor.

O que acontece durante a otoplastia?

A primeira etapa é a anestesia. Pode ser somente anestesia local, sedação com anestesia local ou anestesia geral. O médico recomenda a melhor opção para cada paciente.

A segunda etapa é a incisão. As incisões são, geralmente, feitas atrás da orelha. A correção das orelhas em abano se dá através de técnicas cirúrgicas que criam a anti-hélice (dobra no interior da borda da orelha) e reduzem a cartilagem da concha (a maior e mais profunda concavidade do ouvido externo). Raramente são necessárias incisões na parte da frente, feitas nas dobras para ficarem escondidas. Internamente, uma sutura não removível é usada para criar e fixar a cartilagem recém-moldada.

A terceira etapa é fechar as incisões com pontos externos. Após a cirurgia, bandagens ou curativos são aplicados sobre o local para mantê-lo limpo, protegê-lo de trauma e sustentar a nova posição da orelha durante a cicatrização inicial.

A otoplastia oferece resultados rápidos, tão logo os curativos que sustentam o novo formato da orelha forem removidos. No entanto, são esperados inchaço, coloração avermelhada e arroxeada nas primeiras semanas após a cirurgia.
Os pontos na região posterior serão retirados em cerca de dez dias.
O uso de uma faixa compressiva é recomendado nos primeiros meses após o procedimento, para manutenção da posição e forma das orelhas operadas.

É normal haver desconforto após a cirurgia. A dor pode ser controlada com medicação. É importante que as bandagens permaneçam intactas e sejam removidas pelo próprio médico. Se os cuidados de pós-operatório não forem seguidos, pode haver perda de resultado e outra cirurgia pode ser necessária.