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Escolhendo o cirurgião plástico para corrigir o lábio leporino

Escolhendo o cirurgião plástico para corrigir o lábio leporino

06/11/2016

O tratamento do lábio leporino, nome popular da fissura labiopalatina, demanda o envolvimento de profissionais de várias áreas da saúde.  Essa má formação congênita requer o acompanhamento desde os primeiros meses de vida até o início da idade adulta para proporcionar a completa reabilitação. A participação de um cirurgião plástico capacitado no tratamento dessa deformidade é essencial. Este médico é o responsável por realizar as cirurgias necessárias para a restauração das funções do lábio e/ou do palato.

A busca pelo profissional ideal pode começar já durante a gestação se o diagnóstico for realizado ainda na gravidez (é possível identificar a ocorrência da fissura, principalmente a labial, a partir da 14ª semana de gestação, através de ultrassonografia).

Qualquer tipo de cirurgia plástica envolve uma relação de confiança entre médico e paciente. No caso do tratamento da fissura labiopalatina, isso se torna essencial.

Esse contato durante a gestação traz informações e tranquilidade à família diante do diagnóstico de uma má formação.

Os pais se sentem preparados para os cuidados especiais com alimentação e higiene do bebê que irá nascer.

Além disso, a compreensão quanto às etapas cirúrgicas às quais a criança será submetida facilita um bom seguimento pós-operatório.

Na fissura labiopalatina, as cirurgias são realizadas conforme as condições clínicas da criança e a presença ou não de outras doenças associadas. Assim, conforme o desenvolvimento de cada bebê e a liberação pediátrica, as cirurgias poderão ser iniciadas a partir dos três meses de idade.

O cirurgião plástico tem obrigação de explicar com detalhes os riscos associados às cirurgias, como ocorre cada procedimento e as recomendações pré e pós-operatórias. Ainda precisa sanar todas as dúvidas e inquietações do paciente ou, nesse caso, de seus responsáveis.

A empatia do cirurgião plástico com a família e o paciente no tratamento da fissura labiopalatina se faz primordial.

O cirurgião plástico para corrigir o lábio leporino deve ser um especialista

Toda cirurgia traz riscos, mas eles podem ser reduzidos ao máximo se o profissional for qualificado e experiente. Por isso, é imprescindível que o cirurgião tenha sido treinado especificamente no campo da cirurgia plástica.

Para ser um especialista em cirurgia plástica, depois de graduar-se em medicina, o profissional realiza dois anos de residência médica em cirurgia geral. Depois, dedica-se por três anos à residência em cirurgia plástica. A última etapa é conquistar a aprovação na prova escrita e oral aplicada pela SBCP e pela Associação Médica Brasileira para obter o título de especialista.

Além de verificar se o médico é certificado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o paciente também deve levantar:

  • se o médico está registrado no Conselho Federal de Medicina (CFM);
  • quantos anos de treinamento na área ele possui;
  • de quais associações é membro;
  • onde atende (estrutura do consultório) e onde opera (estrutura do hospital).

Escolher um cirurgião membro da SBCP assegura ao paciente o tratamento com um médico que teve estudo e treinamento na área por, pelo menos, 11 anos, que está submetido a um código de ética e que apenas opera em instalações médicas credenciadas. Indicações de pessoas que já realizaram o procedimento também podem ser valiosas. Marcar uma consulta para conhecer o médico pessoalmente e tirar as dúvidas mais pontuais é outra maneira de assegurar-se sobre a escolha do cirurgião plástico ideal.

Na abordagem da fissura labiopalatina, existe uma necessidade ainda maior de treinamento do cirurgião. O ideal é que esse profissional atue regularmente na área das deformidades craniofaciais, estando atualizado sobre as melhores técnicas cirúrgicas e proporcionando aos pacientes os melhores resultados nas funções de fala, audição, respiração e crescimento facial, além de um aspecto harmonioso.

A relação com o cirurgião não acaba ao término da cirurgia. Modificações podem ocorrer com o passar do tempo. Devem ser realizadas consultas regulares para acompanhamento do pós-operatório. No caso da fissura labiopalatina, de acordo com a deformidade apresentada e o grau de acometimento, podem ser necessárias várias etapas cirúrgicas. Cada uma delas tem seu momento adequado, conforme o crescimento da criança.