Blog

Relação entre as próteses mamárias e linfoma de células anaplásicas

Relação entre as próteses mamárias e linfoma de células anaplásicas

15/04/2019

 

Em 2011, uma pesquisa realizada pela Food and Drug Administration, agência federal dos Estados Unidos responsável pela regulação da saúde e serviços humanos, apontou uma possível relação entre implantes de mama e casos de linfoma anaplásico de grandes células (ALCL), um distúrbio linfoproliferativo das células T. Em 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu o ALCL como uma entidade independente na classificação de linfomas.

Apesar do pequeno número de descrições, a quantidade de caos está crescendo rapidamente. Estima-se que a prevalência ao longo da vida, de ALCL era de 1 para cada 30.000 mulheres com um implante mamário texturizado. O ALCL já foi relatado em associação com todos os tipos de implantes texturizados. No entanto, a força-tarefa australiana sugeriu que alguns fabricantes apresentam um risco maior do que outros.

Devido a baixa incidência dessa doença fica difícil definir quais são as consequências e a relação causal com implantes. Sabe-se contudo que o tratamento é possível e as chances de cura são altas nesse tipo de tumor.

O Brasil é o segundo maior mercado mundial em próteses mamárias, e das poucas centenas de casos publicados até agora, poucos foram divulgados no território nacional. Mesmo assim, cabe a comunidade médica estar atenta ao surgimento de novos casos, que apesar de raros, representam um novo desafio na história das cirurgias plásticas e dos implantes mamários.

As próteses mamárias foram intensivamente estudadas na literatura científica e o aprimoramento do silicone na área médica torna seu uso seguro. Portanto, qualquer novo dado científico deve ser analisado de acordo com seus impactos para a saúde da população.

Seu cirurgião plástico deve estar atualizado e atento para essa patologia emergente.